domingo, 11 de setembro de 2011

Edgaras Jankauskas

«Acima de tudo, trabalhar com o Mourinho era muito simples. Ele percebia os jogadores, sabia do que eles gostavam. Não roubava tempo com discursos. Falava quinze, vinte minutos. Com os vídeos era a mesma coisa. Ele sabia que os jogadores não gostam de estar duas horas a analisar um jogo e conseguia dizer o que era necessário em pouco tempo. Ficávamos a saber o que tínhamos de fazer, a conhecer o adversário e tínhamos mais para jogar à bola. Nunca tive um treinador assim. Era muito bom como psicólogo»
Jankauskas destaca, também, a diferença que encontrou entre o Benfica e o F.C. Porto. «No Benfica havia muita confusão com o presidente, não davam confiança ao treinador, só se falava de quem entra, de quem sai. O Estádio estava em obras, as condições de treino não eram as melhores e isso reflectia-se na equipa. No Porto encontrei um local mais calmo para trabalhar», revela.
No Restelo, o rendimento não foi o de outros tempos e as oportunidades escassearam. No banco estava Jorge Jesus, cada vez mais a dar nas vistas. Jankauskas não tem dúvidas da sua qualidade: «O Jorge Jesus é bom treinador. Está a treinar o Benfica, as coisas estão a correr bem e é porque é bom treinador. Mas também é muito exigente. Acho que é mesmo essa a palavra que melhor o define.»

Os métodos do treinador do Benfica é que não colheram muito o apreço do lituano. «Gosta muito de falar, de passar horas a analisar um jogo. Claro que isso é importante, mas eu acho que é um bocado de mais. Isso cansa os jogadores. Não sei se no Benfica ainda faz isso, mas no Belenenses tínhamos sessões de vídeo de duas horas. Isso é muito importante, mas o Mourinho fazia isso em vinte minutos e ganhávamos na mesma. Os treinos também eram muito puxados. Treinávamos no dia dos jogos e isso depois tinha reflexos na nossa condição física.»

2010-04-12 maisfutebol

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